17/01/2016
Memórias do Carboni: Chico Pinga
Francisco Batista chegou ao campo do Curtume em um sábado, durante um treino, junto com um colega. Como havia vagas no time, foram aceitos e convidados a voltar no dia seguinte para jogar. Eles foram e fizeram parte da equipe por muito tempo, sendo que Chico ficou mais que o colega. Ele recebeu o apelido através do Bijú e nem é preciso dizer o motivo. Realmente o apelido caiu-lhe muito bem. Ele morava com sua mãe e era dirigente de um congá (terreiro de sarava) na rua Giácomo Paro e eram comum as visitas que os colegas do time faziam lá. Daria para escrever vários artigos. Uma noite chegaram Frajola, Pico, Bijú e este articulista e encontramos o Chico em uma posição e comportamento bem diferente do normal, supostamente tomado por alguma entidade. Para entrar no congá era preciso tirar os sapatos, só que eu de kichute e o Frajola de chinelo havaianas, estávamos desobrigados dessa regra. Quando o Pico e o Bijú tiraram seus sapatos, um forte odor de pé mal lavado tomou conta do lugar. Nem a entidade supostamente incorporada no Chico aguentou, pois ele começou a fazer sinais escondidos, que também ele estava incomodado com o aroma e pediu a eles que colocassem os calçados novamente. Quando isso foi feito, o cheiro acabou e a sessão prosseguiu normalmente. De outra feita, em novembro de 1975, nós estávamos de jogo marcado lá no campo do Jatobá. Na sexta-feira a noite, alguns jogadores foram ao congá e encontraram o Chico novamente incorporado e resolveram consultar a entidade. Iniciaram a conversa falando do jogo de domingo e o resultado. A pessoa incorporada é chamada de “cavalo” e a entidade perguntou aos nossos colegas se o “cavalo” (Chico) ia. Diante da resposta afirmativa (isto é, o Chico ia jogar), a entidade falou que ia fazer-nos vencer. No domingo, nosso goleiro Belussi não pode ir e nós, mais que depressa e confiantes, escalamos o Chico no gol. Estávamos ganhando de 1 a 0, mas, o Chico cometeu um pênalti infantil e cedemos o empate. No segundo tempo, levamos o segundo gol, mas, conseguimos empatar. No finzinho da partida houve uma falta contra nós e ainda estávamos arrumando a barreira, quando o adversário bateu a falta. A bola foi rasteira e o Chico, ao invés de pegar com a mão, foi chutá-la e errou. A bola entrou mansa no gol e perdemos por 3 a 2. A história do saravá já tinha se espalhado e depois daqueles minutos de tristeza, todos ficaram zuando o Chico, dizendo que o “cavalo” deitara com o arreio ou escorregara nas ferraduras. A verdade é, que apesar, de todo o esforço de nossa colega, seus exus não corresponderam a contento. Chico Pinha faleceu, vítima de um aneurisma, no dia 14 de maio de 1995, aos 49 anos.
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