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Diário de Penápolis

Esportes

29/05/2016

CANTINHO DA SAUDADE

Imagem/Arquivo Família CANTINHO DA SAUDADE

Memórias do Carboni: A Sucuri

Numa ensolarada tarde de domingo, isto há muitos anos passados, nossa equipe jogava amistosamente no campo do Bairro Galinari. O aspirante já havia jogado e ganhado e assistia o jogo titular. Retirado a uns 50 metros do campo havia um pequeno brejo cortado por um riacho e foi daqueles lados que ouvimos tiros. Foram apenas dois ou três, mas, o suficiente para nos deixar curiosos e alguns da nossa turma correram para lá afim de inteirar-se do fato, e qual não foi a surpresa de todos quando os mesmos retornaram trazendo uma grande sucuri enroscada em um pau no sistema banguê. O animal tinha por certo uns três metros ou mais. No momento de sua morte ele estava se bangueteando com uma galinha. Muito folgado ele estava e bem acostumado ao que estava fazendo, pois o dono da galinha já muito tempo vinha sendo prejudicado em sua criação das aves. Notara a falta delas, mas, nunca tivera a oportunidade de acertar as contas com o culpado, e, agora sem esperar e em plena luz do dia, a ocasião se fez presente. O predador facilitou e abusou da competência do homem e levou chumbo na cara. Bem, o que aconteceu foi que nossa rapaziada, liderada pelo Pardal e pelo Bijú, destriparam a sucuri ali no chão, ao lado do campo, e dividiram a banha (que se acredita ser boa no combate ao reumatismo) e a carne, para todos aqueles que queriam um pedaço. O couro foi jogado por lá mesmo e se ninguém o pegou, depois por certo apodreceu no pasto. Naqueles idos, muitos moleques acompanhavam a equipe do Fátima, aliás, essa era uma situação muito comum com todas as equipes. A molecada acompanhava o pai, o irmão ou o tio que jogavam ou apenas torciam e muitos iam por conta própria para se distrair. Naquele dia em que mataram a sucuri, na hora da divisão da carne, alguns moleques também pegaram um pedaço cada um e levaram para a casa, mas, se comeram ou não eu não sei dizer. O único que eu sei que não comeu foi o Mahatma Ghandi. Hoje ele é advogado, tendo inclusive, trabalhado no setor jurídico da Prefeitura, mas, naquela época era um moleque de calça curta que acompanhava seu irmão Roberto, que jogava na equipe. Pelo que consta, ele chegou em casa todo orgulhoso, exibindo aquele pedaço de carne sujo de terra e já imaginando ele fritinho na panela. O que aconteceu, porém, foi que quando sua mãe se inteirou do que se tratava, deu-lhe uma bronca muito grande e mandou-o jogar fora imediatamente e foi o que ele fez bem contrariado e desapontado. Pior, só não levou uns puxões de orelha porque correu.


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