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Esportes

05/06/2016

Memórias do Carboni: O rapto do pintinho

Imagem/Arquivo Pessoal Memórias do Carboni: O rapto do pintinho A foto mostra alguns jogadores e torcedores do Fátima lá no bairro do Santinho Furlam, em 1974

O dia já se fora e a noite nos encontrou quando estávamos voltando de um jogo lá pelos lados de Brejo Alegre. O ônibus estava lotado de jogadores e torcedores, e, como de costume, eu vinha em pé na escada do veículo e mesmo que tivesse bancos vazios era ali na escada que eu gostava de ficar. Já estava bem escuro e todos os ocupantes estavam bem quietos. Normalmente, quando o ônibus inicia seu retorno é um converseiro muito grande, geralmente sobre o jogo, mas, depois de alguns quilômetros o pessoal vai parando de falar, vão se acomodando nos bancos e muitos até dormem, e, nesse começo de noite não foi diferente. Tudo era silêncio e eu lá no meu lugar de sempre comecei a ouvir piados de pintinho. Eram alguns piados e a seguir silêncio, outros piados e novo silêncio, e, assim sucessivamente. Fiquei intrigado e preocupado. Dizem que quando alguém leva uma pancada na cabeça a pessoa começa a ouvir trinados de passarinho ou tilintar de sinos, mas, como não havia tomado nenhuma pancada, não bebo, não uso remédio tarja preta (por enquanto) e nem tenho poderes mediúnicos, fiquei curioso. Eu olhava para traz e não via nada, tudo escuro e quieto, só os piados de vez em quando. Comecei a andar pelo corredor e descobri o que estava acontecendo. Eu não estava “ouvindo coisas”, pois realmente havia um pintinho dentro do ônibus e estava no colo do jogador Teimoso. Fiquei aliviado e curioso para saber o motivo daquilo. Ele disse que durante o jogo ele viu uma galinha com vários pintinhos ciscando ao lado do campo. Ele olhou, tornou a olhar e se encantou com um deles e resolveu adotá-lo. Escondido e cuidadoso para não ser flagrado por alguém, ele “raptou” o pintinho e só foi descoberto dentro do ônibus quando a avezinha começou a piar de fome e de saudade da mãe. É quase certeza que dali a alguns meses, quando o pintinho se transformasse num vistoso frango ou numa fogosa franga, o Teimoso iria esquecer esse “amor paternal” e sucumbido ao “amor estomacal” tenha transferido a ave do quintal para a panela.


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