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Esportes

30/04/2017

CANTINHO DA SAUDADE

Imagem/Arquivo Pessoal CANTINHO DA SAUDADE

Memórias do Carboni: Centro Comunitário do bairro de Fátima

Quando começou a construção da praça do bairro de Fátima as pessoas ficavam intrigadas e sem entender o significado daqueles enormes montes de terra que iam sendo feitos em frente a igreja. Com o tempo, o mistério foi sendo revelado, pois os montes foram sendo aplainados, gramados e ajardinados, dando um belo visual ao local. O acesso e a circulação pela praça eram feitos através de rampas de concreto. Ela foi inaugurada no ano de 1969 e recebeu a denominação de Praça Frei Felissisimo de Prada. Mas para nós, desde o primeiro dia ficou conhecida como a “pracinha” e toda noite lá estava a turma em peso. Ali era o ponto de encontro para irmos ao jardim, ao cinema ou outro lugar que fosse e muitas reuniões para tratarmos de assuntos da equipe foram feitas ali. Na gestão do prefeito Dr Dirceu Peters, ao lado da igreja foi construído um pequeno barracão que levou o nome de Centro Comunitário, cuja finalidade era reunir os moradores da vizinhança para conversarem, fazerem novas amizades e fortalecerem as já existentes. É comum as pessoas morarem no mesmo bairro há muitos anos e não terem amizades umas com as outras e aquele local foi feito justamente para isso. Foi instalado um aparelho de televisão, que foi um grande sucesso, pois naquela época eram poucas as casas que tinham o que era considerado um luxo, então a frequência era bem grande e os vários bancos de madeira ali colocados eram todos ocupados por uma assistência curiosa pela novidade e ávida para assistirem principalmente os programas de auditório e por algumas novelas que estavam começando a surgir. O senhor Arlindo Cordeiro era funcionário da Prefeitura e estava encarregado de ligar e desligar a televisão. As vezes, a pedido da maioria dos presentes, ele mudava de canal, mas não havia muitas opções, apenas umas três ou quatro. Dois programas eram os mais assistidos, sendo o do Airton e Lolita Rodrigues e a série de toda quarta-feira “Dom Camilo e os Cabeludos”, com Otelo Zeloni. As divergências sobre o que assistir eram poucas, justamente pelos poucos canais disponíveis e além do mais como a televisão era uma novidade, qualquer programação seria bem-vinda. Mesmo assim, as vezes acontecia de um ou outro espectador entrar em conflito com os demais sobre o que assistir, mas o senhor Arlindo logo advertia que se houvesse confusão ele desligaria o aparelho, mas felizmente durante todo o tempo em que frequentamos o local eu não soube de nenhuma ocasião em que fosse preciso ele cumprir sua advertência. Para se comprar uma televisão era muito difícil e havia até consórcio para tal, mas com o tempo o produto foi sendo produzido em grande escala, ficou menos caro e podia ser comprado em suaves prestações mensais a sumir de vista. As novelas foram se consolidando, outros canais surgindo e a programação sendo mais e mais variada, e, por isso, as pessoas foram adquirindo seus aparelhos de televisão e ficaram “amarradas” no sofá de suas casas não querendo mais sair a noite e o Centro Comunitário foi ficando vazio cada vez mais então ele foi modificado, ampliado e se transformou em um escola infantil, mas enquanto esteve em atividade ele cumpriu e muito bem a sua finalidade. Garanto que deixou boas recordações em muita gente.   


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