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Esportes

22/07/2018

CANTINHO DA SAUDADE

Imagem/Arquivo Pessoal CANTINHO DA SAUDADE

Memórias do Carboni: Tratando jogo de bicicleta

Em princípios do ano de 1971 nossa equipe estava de jogo marcado com a equipe do Guarani, lá na cidade de Avanhandava, e que seria realizado no campo do Curtume. Só que surgiu uma notícia ameaçando atrapalhar nossos planos. É que corria o boato dando conta de que o Guarani estava compromissado com outra equipe e então fazia-se necessário entrar em contato com os dirigentes avanhandavenses. Como eu trabalhava no Curtume Leão eu não teria tempo de ir durante o dia e por isso esse contato teria de ser a noite e pessoalmente, visto que não tínhamos o número telefônico deles. Resolvi ir de bicicleta e pedi emprestada a do Tião Coco e o Biju também quis ir e arrumou a do Wilsinho. Fui para casa para um jantar rápido, quando o Biju apareceu novamente e disse que sua mãe o proibira de ir, mas eu acho que ele estava era com medo. Fomos até a estação rodoviária e ficamos sabendo que haveria um ônibus para Avanhandava às 20h00, só que para voltar teríamos de confiar em pegar carona, o que era arriscado, mesmo porque o tempo prometia chuva. Ficamos uns 15 minutos na rodoviária e quando deu 19h00 fomos até a esquina da escola Marcos Trench pois eu estava confiante de que ainda arrumaria um acompanhante, pois ali encontraria vários colegas. O Perereca disse que se tivesse bicicleta ele iria, mas quando foi-lhe oferecida uma ele caiu fora. “A noite está muito escura”, argumentou ele. Mesmo o Vadão que era um topa tudo, desta vez recusou o convite. Nisso apareceu o Brancão, que se ofereceu para ir desde que lhe arrumassem uma bicicleta e foi-lhe oferecida a mesma que seria dada ao Perereca. Um outro colega foi chamar o Trotão, irmão do Caibar, que também poderia ir, mas como estava demorando para voltar com a resposta, resolvemos não perder mais tempo e irmos apenas só nós dois. Naquele tempo ainda não havia estrada asfaltada, portanto, sem as facilidades que hoje existem. Era só terra, mas felizmente com poucos trechos de areia. Uma brisa fresca soprava contra nós. O tempo estava ameaçador e em alguns momentos até chuviscou um pouco, mas nossa jornada noturna prosseguia. Os minutos corriam e nós também, e a distância até Avanhandava ia sendo encurtada rapidamente, até que no topo de uma colina avistamos as luzes daquela cidade. Também era possível ver as luzes da cidade de Promissão mais adiante. Vencemos a última etapa e logo na entrada da cidade perguntei a um garoto moreninho se ele sabia o endereço do diretor do Guarani, visto que ele era muito conhecido. O garoto sabia o endereço, mas ressalvou que era bem possível que o mesmo estivesse em um parque de diversões armado mais para dentro da cidade. Para lá nos dirigimos, mas não conseguimos achá-lo entre algumas dezenas de frequentadores. Enquanto eu estava circulando pelo parque, o Brancão tomava conta das bicicletas. Pedi informações para um garoto e ele disse que o Guarani era conhecido como “Cabação” porque seu dirigente, o mesmo que nós procurávamos, tinha o apelido de “Cabaça”. O garoto até se ofereceu para nos levar até a casa desse tal Cabaça e após um rápido trajeto chegamos e tivemos a sorte de encontrá-lo. Ele realmente confirmou que devido a um erro de sua parte, ele tratara jogo com duas equipes (a nossa e com outra), mas conversa vai, conversa vem, dentro de poucos minutos consegui convencê-lo a adiar a outra partida e ir jogar conosco. Nos despedimos e fomos até um bar onde paguei um doce ao garoto, que agradeceu e foi embora. Começou a chover e desta vez mais forte, e ficamos por ali por uns 10 minutos e exatamente às 20h30 resolvemos pegar o caminho de volta. Estávamos enxugando os selins, quando passou um caminhão de entrega da Lojas D. Oliveira, cujos dois ocupantes eram nossos colegas, que quando nos viram pararam e ofereceram carona e logo estávamos nós e as bicicletas em cima da carroceria. Após três quarteirões, o caminhão parou novamente em frente a um outro bar, onde nossos colegas pretendiam tomar um trago. O Brancão pulou meio desajeitado e caiu ao chão de joelhos, sendo ajudado por mim a levantar-se. O trajeto de volta durou uns 15 minutos e chegando à Penápolis, descemos perto de minha casa e fomos ao Centro Comunitário, ao lado da Igreja da Fátima, para dar a notícia positiva aos colegas que lá se encontravam em grande número. Depois fomos ao bar do Tião Coco para devolver as bicicletas e ainda deu tempo de, ao chegar em casa, ainda ouvir pelo rádio, o primeiro tempo de um jogo do Palmeiras. Para finalizar o artigo, vou citar um pequeno detalhe. No domingo o time do Guarani não apareceu e nós ficamos sem jogo. A foto é da cidade de Ribas do Rio Pardo/MS, onde fomos jogar em 1977. 


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