09/04/2020
Um juiz paraguaio concedeu prisão domiciliar ao ex-craque Ronaldinho Gaúcho, que deverá continuar a responder ao processo por uso de passaporte adulterado em um hotel de Assunção, informaram fontes judiciais na terça-feira, 7. “A medida alternativa corresponde a Ronaldinho e a seu irmão, que continuarão presos em um hotel. Tenho o registro da aceitação dos gerentes do hotel para que, às suas próprias custas, permaneçam em prisão domiciliar lá”, disse o juiz Gustavo Amarilla em uma coletiva de imprensa. A dupla ficará no Hotel Palmaroga, de estilo colonial, recentemente inaugurado com 107 quartos e instalações de alto nível. Ronaldinho cumpriu um mês de prisão na segunda-feira na Agrupação Especializada de Assunção. A medida também beneficia o irmão Roberto de Assis Moreira. Os advogados de defesa pagaram fiança no valor de 1,6 milhão de dólares para os dois brasileiros. Amarilla, juiz garantista, aceitou a quantia oferecida e ordenou a libertação do ex-craque do futebol mundial da prisão. Devido à epidemia de coronavírus, o juiz comunicou sua decisão ao acusado por celular na presença do promotor e da defesa. Em sua decisão, o juiz destacou que os promotores não apresentaram mais elementos para ampliar a acusação, após perícia nos celulares da dupla: “Os promotores também avaliaram que a fiança real foi significativa”. O dinheiro foi depositado em dólares no Banco Nacional de Fomento (estatal) em nome do tribunal. “Em caso de fuga, estão estabelecidas as garantias jurídicas para que este dinheiro vá para o Estado”, destacou o juiz. “São fundos próprios de Ronaldinho. É um dinheiro que ele tinha no exterior, na Europa exatamente”, revelou o juiz. Amarilla reafirmou que “eles não poderão sair do país, independentemente da prisão domiciliar”, mas deu a entender que nos próximos dias a situação da dupla deve melhorar, já que a promotoria não ampliará a denúncia contra Ronaldinho e Assis. Ronaldinho chegou em 4 de março e foi recebido com entusiasmo por cerca de duas mil crianças e adolescentes no Aeroporto Internacional de Assunção, com uma agenda destinada a ajudar crianças desamparadas por meio de uma fundação chamada Fraternidade Angelical. Ao chegar ao terminal, ele e seu irmão e um empresário brasileiro que os acompanhava mostraram passaportes paraguaios reais, mas com conteúdo falso, às autoridades de imigração. A pena deve chegar a cinco anos de prisão. Ambos alegaram que os documentos lhes foram entregues de presente pela empresária que os convidou para vir ao Paraguai, chefe da fundação humanitária, até o momento foragida. Pela causa, outras 14 pessoas foram indiciadas e forçaram a renúncia do diretor de Migração. A investigação tributária busca determinar em que contexto os documentos falsificados foram emitidos e qual o objetivo de seu uso no Paraguai, ambos tendo processado sua própria documentação brasileira. O juiz Gustavo Amarilla anunciou que Ronaldinho e seu irmão vão ficar em um hotel na rua central de Palma de Assunção. O ex-jogador da seleção brasileira fez 40 anos no dia 21 de março, quando estava preso na capital paraguaia.
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