11/01/2026
Memórias do Carboni: O mato nas escuras
O Projeto Sol, desenvolvido e gerenciado pelo DAEP, consiste na criação de um grupo de pessoas incumbidas da varrição das ruas da cidade.
É um projeto que, por enquanto, está dando certo e as ruas estão com visual mais agradável. Mas, a um porém.
Enquanto o problema do lixo jogado nas ruas, por conta de maus cidadãos, está sendo resolvido, outro problema, também grave, está ofuscando esse serviço e deixando as ruas com um aspecto bem degradante.
Este problema é o mato que está tomando conta das guias e sarjetas e em vários lugares também até das calçadas.
E não é um matinho qualquer não, e sim verdadeiras moitas. Fica a pergunta, a quem cabe a retirada desse mato.
A primeira vista, essa incumbência seria uma obrigação do morador, mas acontece que no carnê de imposto predial, vem a cobrança de uma taxa denominada “guia e sarjeta”, então teoricamente o dever passaria a ser da Prefeitura.
Há alguns anos atrás, o combate a essas ervas daninhas era feito quimicamente, mas essa prática foi proibida e substituída por funcionários da Prefeitura usando enxadas, mas também este método foi abandonado por ser inócuo e o mato tomou conta das ruas.
Surge então agora a notícia que a incumbência de retirar esse mato, brevemente ficará a cargo das varredoras do Projeto Sol.
A meu ver isto não dará certo, porque a maioria dessas varredoras são mulheres já de idade e não tem nenhuma condição física de assumir tal compromisso.
O mato está entrando no cimento e resistiram até ao uso de enxada e qualquer fiapo de raiz que ficar no chão, logo se transformará em uma grande moita.
Outra questão é que se aumentar e dificultar o serviço de varrição, aumentará o salário.
O melhor e talvez o único método eficaz, seria novamente o uso de produtos químicos, mas os ecologistas de plantão dizem que haverá poluição do ar e da água, “esquecendo” que hoje existem produtos menos tóxicos ao ambiente.
Essa aplicação seria feita por pessoas especializadas e na dosagem correta, sem exagero.
Outra alegação é que a enxurrada pode carrear o veneno para os rios, mas não se atentam para o fato de que, como eu escrevi pouco antes, a dosagem seria a mínima possível e no mesmo dia o produto já perderá o poder de intoxicar humanos e animais, e não chove todo dia.
Engraçado que em plantações de produtos que as pessoas comem, o uso de agrotóxicos é liberado.
Plantações de tomates e pimentões recebem de 5 a 6 aplicações a cada safra, e também outros produtos, como frutas, legumes e verduras, tem um tratamento quase igual, todas com maquinário terrestre, já as plantações de soja, milho e cana-de-açúcar usam aviões que causam um grande dano a natureza, atingindo propriedades vizinhas, com a morte de abelhas e outros animais, usando inclusive, produtos proibidos em outros países. Tudo isso com autorização dos órgãos competentes.
Jogar produtos tóxicos naquilo que a população come pode, mas combater ervas daninhas que não faz parte da alimentação humana não pode.
Voltando no tempo em que a Fepasa (Ferrovia Paulista) era estatal, havia a proibição do uso de agrotóxico ao longo do traçado da linha, porém, havia dezenas de turmas de trabalhadores da ferrovia que limpavam todo o trecho férreo.
Quando a ferrovia foi privatizada, essas turmas foram dispensadas e a nova gestora começou a despejar milhares de litros de veneno sem ser incomodada pela Justiça e sabe-se que o trajeto férreo passa por centenas de rios e matas.
por Mário Carboni - redacao@diariodepenapolis.com.br
Então, faça seu login e tenha acesso completo:
11/01/2026 - Mirassol e São Paulo jogam pelo Paulistão
11/01/2026 - Corinthians e Ponte Preta se enfrentam na Arena
11/01/2026 - Copa São Paulo de Futebol Jr. - 2026
10/01/2026 - Santos e Novorizontino jogam na Vila Belmiro
10/01/2026 - Palmeiras enfrenta a Portuguesa
10/01/2026 - Campeonato Paulista tem novo formato
10/01/2026 - Penapolense joga em Birigui
Voltar à lista de notíciasDiário de Penápolis. © Copyright 2026 - A.L. DE ALMEIDA EDITORA O JORNAL. Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução parcial ou total do material contido nesse site.