17/07/2026
Há dores que o tempo ameniza. Outras, porém, acompanham uma pessoa por toda a vida. Crescer esperando por um pai ou uma mãe que nunca aparece, que não liga, que não pergunta como foi a escola, que não comparece aos aniversários ou simplesmente ignora a existência do próprio filho, é uma dessas marcas invisíveis. O abandono afetivo não deixa hematomas, mas pode comprometer a autoestima, a segurança emocional e a forma como uma pessoa enxergará o mundo e construirá seus relacionamentos.
Durante muitos anos acreditou-se que o Direito não poderia interferir nessa realidade. Af [...]
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