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06/06/2014

Felipão espera que "arredia" São Paulo dê apoio

Reprodução Felipão espera que "arredia" São Paulo dê apoio Pela primeira vez com a Seleção em São Paulo, Felipão pede apoio do torcedor

O histórico de ambientes ruins para a Seleção Brasileira  em São Paulo fez com que Luiz Felipe Scolari, ao ser questionado por José Maria Marin (presidente da Confederação Brasileira de Futebol) sobre o que achava de enfrentar a Sérvia no Morumbi, questionasse a possibilidade de atuar em outra cidade. Ao ouvir a resposta, ele percebeu que a pergunta havia sido em vão. "Eu disse 'sim, mas posso jogar em outro Estado?'. Ele disse que não, porque gostaria de jogar em São Paulo. Então, não adianta me perguntar, presidente", contou o treinador, rindo, ontem, véspera do amistoso. Marin negou o pedido porque já havia se comprometido com o então presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, a retribuir o apoio dado por ele à sua gestão na CBF. Apoio articulado por Carlos Miguel Aidar, que depois seria eleito sucessor de Juvenal. Além de ser advogado da entidade, o agora mandatário convenceu seu antecessor a formalizar aprovação do clube a Marco Polo Del Nero (atual vice de Marin na CBF e presidente eleito para 2015). Diante da imposição política de seu superior, Felipão espera que a torcida jogue junto nesta sexta-feira. "Se a história diz que São Paulo é um pouco arredia à Seleção, é hora de mudar a história. É hora de nós jogarmos de forma consistente, fazendo com que o povo, o torcedor, acredite. Precisamos do torcedor. São Paulo foi escolhida. Vamos fazer de São Paulo a nossa casa a partir de agora", destacou. Não é de hoje que a Seleção tem dificuldades com a torcida na capital paulista, em especial no Morumbi. A mais recente foi em 2012, no último jogo lá disputado. Ainda sob comando de Mano Menezes, a equipe nacional sofreu para vencer a África do Sul por 1 a 0, com gol de Hulk. Na ocasião, o técnico foi chamado de burro ao tirar o então são-paulino Lucas de campo, e o atacante Neymar, na época jogador do Santos, ouviu gritos de "pipoqueiro". "Somos sabedores de que em São Paulo existe uma certa dificuldade, mas tudo bem. Podemos não estar jogando bem, mas, se tivermos vontade, organização, os torcedores vão entender e participar conosco. É fundamental estar junto com o torcedor", reforçou Felipão, que tem residência na cidade - passará nela a folga de sábado, inclusive -, mas jamais dirigiu lá a Seleção. "Serei naturalmente bem mais flexível em relação a uma ou outra situação de desconforto que possa acontecer. Sei que tenho bom ambiente em todas as equipes em São Paulo, embora tenha trabalhado apenas no Palmeiras", falou o técnico, lembrando aos paulistanos que a cidade foibeneficiada porque será palco também do primeiro jogo da Copa do Mundo, entre Brasil e Croácia, no dia 12, em Itaquera. "É hora de a gente receber carinho da população".


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